Comunicação não é oratória

Oratória é uma técnica para se comunicar melhor. Mas, qual a utilidade de um conhecimento técnico e possuir diversas ferramentas se não for capaz de transmitir de maneira adequada ao seu interlocutor a mensagem que pretende passar? Imagine uma pessoa que possui uma linda apresentação em slides no projetor, mas, não transmite emoção, credibilidade e firmeza na sua fala?

Comunicação tem sentido muito mais amplo. É preciso entender que a performance do apresentador é uma soma de comportamentos, pensamentos e emoções internas que aparecem bem antes da apresentação e das técnicas utilizadas nela. Por isso, para falar de comunicação, primeiro é preciso entender e se conscientizar de como é a sua comunicação interna.

Muitas pessoas, fazem curso de oratória e melhoram a sua performance, mas, muitas vezes não tanto quando gostariam. Em outros casos, apesar de apresentarem uma melhora “exterior”, ainda sentem insegurança e tensão antes de utilizar a palavra em uma apresentação, reunião ou momento decisivo por estar entre outras pessoas.Muitas vezes, nem parece que era a mesma pessoa de minutos antes. E pasmem, em diversas ocasiões, de certa forma, não era ela mesmo.

Na neurociência, existe um termo que descreva a perda de controle sobre a mente e as emoções é conhecido como sequestro emocional. Geralmente ele aparece quando as pessoas precisam utilizar a palavra, segurar o microfone e falar para diversas pessoas.

A PhD Shelley Carson, no livro O cérebro criativo, descreve que o estado de sequestro emocional pode assumir a forma de violenta explosão de fúria (raiva extremo), tentativa de suicídio (desespero extremo) ou de um ataque de pânico (medo extremo). Quando a pessoa está neste estado, a sua tendência de ação se torna um imperativo de ação e ela tem pouco controle consciente sobre suas ações.

Essa expressão se adapta perfeitamente quando falamos sobre comunicação em ambientes profissionais. Existem diversas pesquisas, feitas em diversos países, que demonstram que para muitas pessoas o medo de falar em público e tão forte e até maior do que o medo de morrer.

Dessa forma, a melhor maneira de enfrentar os desafios exigidos para fazer apresentações em público e nas relações interpessoais é ter a consciência sobre a forma que sua mente trabalha nesses momentos que muitas vezes podem ser decisivos na sua vida.

É essa consciência que lhe proporcionará segurança e autoridade para utilizar e comandar as suas habilidades comunicativas, seja com quem e onde for. Afinal, uma boa comunicação é essencial para que qualquer pessoa, empresa ou negócio tenha sucesso.

Boa comunicação e boas vendas!
Luiz Vicente Dorileo da Silva – “SHIPU”, palestrante, consultor formado em administração com MBA Executivo Internacional e especialista em Marketing. shipumt@hotmail.com



NOTA

A FAIPE acompanha atentamente as notícias do Coronavírus. A Instituição está funcionando normalmente, seguindo
estritamente a recomendação das autoridades de saúde.

Decreto do Governo do Estado de Mato Grosso