Nutrição Funcional: Premissa, aplicação e benefícios no tratamento

A comida é uma recompensa natural potente e a ingestão de alimentos é um processo complexo.

A recompensa e gratificação associada ao consumo de alimentos levam à produção de dopamina (DA), que por sua vez, ativa os centros de recompensa e prazer no cérebro.

Comer com o emocional e humor alterado também podem levar a alterações na escolha e ingestão alimentar levando a excessos e doenças crônicas como a obesidade.

Compreendendo as mudanças constantes da vida, as escolhas feitas na busca do alimento e entendendo a individualidade biológica, a nutrição funcional vem ganhando mais notoriedade no tratamento nutricional, centrada no paciente e não apenas na doença.

Com benefícios a curto e longo prazo, a nutrição funcional busca proporcionar uma vida mais completa, oferecendo respostas mais rápidas e eficazes nos distúrbios funcionais visando a recuperação, promoção e manutenção da saúde.

É uma ciência integrativa e profunda, que focaliza os aspectos bioquimicamente únicos de cada indivíduo, montando intervenções para restaurar o equilíbrio fisiológico e bioquímico de cada um.

Com o rastreio dos sintomas, sinais e características de cada paciente e os relacionando com a carência ou excesso dos nutrientes podemos corrigir os desequilíbrios nutricionais que geram sobrecarga no sistema imunológico e desencadeiam “processos alérgicos” tardios, os quais acabam por provocar doenças crônicas como: obesidade, depressão, fibromialgia, artrite reumatoide, síndrome do pânico, osteoporose, diabetes, distúrbios de comportamento e hiperatividade infantil, desordens estéticas e alteração na performance física.

O equilíbrio nutricional e a biodisponibilidade de nutrientes se tornam importantes para que haja otimização da sua absorção e aproveitamento pelas células.­

Dentro do princípio de individualidade bioquímica, a nutrição funcional busca a interação de cada genética, alimentação e dos elementos ambientais (toxinas, poluentes, estresse mental, atividade física) para “modular” nossos genes, inibindo aqueles associados à doenças, para elevar os associados à saúde.

Segundo Leo Galland, a doença é um evento dinâmico na vida de um indivíduo, determinado por desarmonias, desequilíbrios e influências perniciosas. Porém, para o Nutricionista Funcional, a saúde não é meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações entre os sistemas orgânicos, trabalhando um novo conceito de saúde como vitalidade positiva.

Tratar o paciente como um ser único e respeitar sua individualidade bioquímica é atuar com valorização da vida, trazendo um grande diferencial nos resultados.

Por: Daniela Alves é professora na faipe, Coordenadora da Pós de Nutrição, Nutricionista Mestre na Área de Metabolismo e Polimorfismos.

Publicado no Olhar Direto